quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ceará terá obra para conter tráfego em frente à Uniderp

Reunião para apresentação do projeto na Agetran

Acadêmicos da Uniderp/Anhanguera apresentaram projeto à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) para pôr fim ao trânsito caótico em frente à instituição, na rua Ceará, um problema que se arrasta há anos.
De acordo com o presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Edson Kohl Júnior, o projeto, elaborado pelo Centro Acadêmico de Arquitetura, prevê que as lombadas sejam substituídas por um traffic calming. O recurso é uma espécie de quebra-mola mais alto e largo, que, em tese, obriga o motorista a reduzir a velocidade.
Com a retirada da lombada, os acadêmicos propõem que dois radares sejam instalados para conter os condutores mais apressados. De acordo com o diretor da Agetran, Rudel Trindade, a instalação de radares ainda está sendo avaliada. “Outra opção é mudar a lombada eletrônica de lugar”, afirma. As obras terão início em 60 dias.
Rudel Trindade explica que esta espécie de quebra-mola já foi colocado para a travessia de pedestres no ponto de integração em frente ao colégio Hércules Maymone. “As pessoas gostam, a passagem fica na mesma altura da calçada”, salienta. O diretor da Agetran acredita que o quebra-molas de maior proporção aliado ao radar ou à lombada eletrônica possa resolver o caótico trânsito em frente à Uniderp.
Perigo - O projeto também prevê a mudança no local dos pontos de ônibus. Eles deverão ficar próximos à faixa de pedestre, que será pintada no quebra-mola.“O ponto de ônibus vai ficar um pouco acima dessa área de passagem, para obrigar o estudante a fazer a travessia pela faixa”, explica o presidente do DCE. Atualmente, os pontos de ônibus ficam distantes das faixas de pedestres. No local, o cenário mais comum é ver o pedestre “ilhado” na calçada, próximo à lombada eletrônica, onde precisa contar com a boa vontade dos motoristas para atravessar a rua Ceará.
De acordo com Edson Kohl Júnior, o projeto foi motivado pelo número de acidentes e o risco que os acadêmicos correm todos os dias para chegar à universidade. “Isso não pode continuar”, reclama. No fim de agosto, o Campo Grande News noticiou o caso de uma universitária foi atropelada por um Ford Ka quando atravessava a rua Ceará, próximo à lombada eletrônica.
Uma das propostas para o local era a colocar uma passarela para que os pedestres pudessem ter uma travessia segura. “É inviável. Não tem espaço, porque a passarela precisa ter cinco metros”. Desta forma, segundo o presidente do DCE, as entradas da passarela ficariam distante da universidade e seria preterida pelos acadêmicos. “Ninguém vai querer subir na passarela se estiver atrasado”, exemplifica.
Reforço – Neste ano, a rua Ceará já passou por diversas alterações para conter o abuso de velocidade e a ocorrência de acidentes. A Agetran instalou semáforos, radares e proibiu o estacionamento ao longo da via.

Fonte: Campo Grande News - http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=265714

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